Megan Fox participou do Podcast ‘The Boo Crew’ no episódio 69, no qual comemorou o aniversário de 10 anos do filme ‘Jennifer’s Body’ (em português, Garota Infernal). Na conversa absolutamente fascinante, a atriz também falou sobre sua conexão paranormal; seu profundo interesse pela Arca da Aliança; conhecimentos e mistérios antigos da arqueologia, onde também aproveitou para divulgar seu programa de televisão ‘Legends Of The Lost With Megan Fox’ (em português, Mistérios da Humanidade com Megan Fox), onde embarcou em uma jornada épica e internacional para investigar e encontrar respostas que jamais alguém pensou.

Sobre o Podcast: The Boo Crew faz parte da rede de podcasts do Bloody Disgusting. The Boo Crew é um podcast semanal com discussões e entrevistas que cobrem todas as coisas de horror. Os convidados não são apenas ícones dos seus filmes de terror e gênero favoritos, mas também artistas, atores, músicos, autores e personalidades inspiradas no horror e no entretenimento sombrio. Os anfitriões Tim Timebomb, Trevor Shand, Lauren Shand, Rachel Tejada, Austin Wilkin e Leone D’Antonio oferecem discussões de terror divertidas e inteligentes.

Fonte: bloody-disgusting.com | Tradução: Larissa Rosso.

Bem-vindo ao episódio 69, neste estamos comemorando o 10º aniversário de um de nossos filmes favoritos, lançado em setembro de 2009, o horror de humor negro e insanamente maravilhoso, Jennifer’s Body (em português, Garota Infernal). Estreado por Megan Fox, Amanda Seyfried, Johnny Simmons e Adam Brody. Recebeu 6,8 milhões de dólares na semana de abertura. Alguns dizem que é um filme muito à frente de seu tempo, que desde então encontrou novos fãs, pessoas que acabaram de descobrir o filme devido a seus temas incrivelmente relevantes. Marcado por atitudes completamente originais e ousadas.

Estamos muito felizes em ter nos juntando essa semana com uma das estrelas do filme, Jennifer Check, ou seja, Megan Fox. Tivemos uma conversa fascinante com ela, sobre conexões paranormais; seu incrível e profundo interesse e conhecimento por desvendar mistérios da arqueologia e como ela se envolveu nisso.

‘Jennifer’s Body’ projeta os segredos por trás de sua performance, certas cenas serão dominadas por seus pensamentos, olhando para o filme atualmente. Ela é esclarecedora, é tão charmosa e inteligente, nos divertimos muito ao conhecemos ela.

“Aqui é Megan Fox e quando eu não estou ocupada devorando almas, estou ouvindo o podcast ‘The Boo Crew'”.

Junte-se à equipe ‘The Boo Crew’ através de nosso Speakeasy Studio com a atriz de renome mundial, empreendedora, criadora de produtos e modelo que já se envolveu em inúmeros projetos, incluído as séries ‘Ocean Ave.’, ‘Hope & Faith’, ‘New Girl’, ‘The Help’, e a franquia ‘Transformers’ que faturou bilhões de dólares. Também dublou personagens de videogame, criou suas próprias linhas de lingerie para a ‘Frederick’s Of Hollywood’ na Forever 21 no ano passado. Ela se tornou produtora executiva e lançou o excepcional ‘Legends Of The Lost’, série do Travel Channel, onde explorou novas aventuras, descobriu os maiores mistérios da Terra. A corajosa escolha em seu trabalho e sua excelente mensagem de confiança que ela traz à vida, foi algo preciosos que poucos já fizeram.

Alcançou o estrelato e tornou-se realmente icônica em 2009, ao assumir um papel muito especial que criou uma referência real no cinema, atualizando o gênero de terror de uma maneira que ninguém já tinha visto antes e que poucos na época estavam prontos para o roteiro da incrível Diablo Cody, que recém havia conquistado seu Oscar pelo filme ‘Juno‘. A diretora e visionária Karyn Kusama, que entregou a garota premiada [Charlize Theron] sua luta em ‘Æon Flux‘, fez de ‘Jennifer’s Body’ (Garota Infernal) um filme sobre uma aluna que é possuída por um demônio durante um ritual satânico que deu errado, porém é muito mais que isso.

Este mês comemorando seus 10 anos, temos a honra de receber a estrela de ‘Jennifer’s Body’, Jennifer Check interpretada por Megan Fox. Bem, muito obrigada por dedicar seu tempo, junta-se a nós hoje. Temos uma pergunta, então Megan você é uma fã do gênero terror?

“Não, não. Na verdade eu sou realmente muito, muito sensível às coisas paranormais, atividades paranormais, espíritos, fantasmas ou o que você quiser chamar. Eu sou sensível à atividade espiritual e por isso não posso assistir a nada, seja algo como um programa de TV como ‘Ghost Hunters‘ (Os Caçadores de Fantasmas), que meu marido costumava amar, e é algo que foi proibido em nossa casa, porque eu acabei tendo vários pesadelos e experiências malucas depois de assistir. Eu não posso me abrir para o gênero ou qualquer coisa paranormal. Em geral, este filme embora eu até mesma tenha feito, na época em que filmei eu ainda não era tão sensível, no entanto eu não percebia. Eu não sinto que este filme seja realmente um filme de terror, quero dizer, eu acho que é, mas também penso que dá um ar de comédia em alguns elementos de horror. Eu estava mais atraída por isso, por algo que nunca fiz. As vez esqueço todas as coisas, eu estou fazendo o melhor que posso lembrar, mas não acredito que eu já tenha feito algo que se encaixe no gênero de terror, diretamente. Porém essa é uma resposta longa para a sua pergunta, a resposta simples é não, eu não sou familiarizada com gêneros de terror.”

Estou curioso, você passou por algum tipo de incidente? Algo que aconteceu quando você era mais jovem que desencadeou esse tipo de senso paranormal que você quer dizer?

“Como se eu fosse atingida por um raio e depois começasse a ter essas sensações? [Risos] Não, eu sempre tive.  Sabe honestamente, poderia ter algo a ver com em eu achar que somos todos propensos a isso. Eu fui criada no sul, em uma igreja pentecostal, onde eles realizavam exorcismos em pessoas que frequentavam lá. Eles diziam que os pensamentos eram possuídos por demônios e as mulheres e crianças teriam que sair porque éramos considerados, segundo a religião cristã pentecostal, as mulheres e as crianças são consideradas mais fracas e mais suscetíveis a serem possuídas, então nós tínhamos que sair da igreja, enquanto os homens ficavam para trás e realizavam o exorcismo. Mas independentemente, você sabe, meu próprio pai fazia parte disso, ele realizava alguns dos exorcismos. Em geral, toda a igreja que é igreja, se você não estiver familiarizado com algumas, lidam com cobras. Nossa igreja não lidava com cobras, mas nós também falávamos em línguas e recebíamos o Espírito Santo. Era uma dessas igrejas, então eu definitivamente vi muitas coisas quando eu era jovem, muito jovem, enquanto frequentava a igreja. Então, quando eu cresci, tive diferentes experiências paranormais que eu nunca tive antes, não uma experiência de morte, que muitas pessoas têm, especialmente como, você sabe, a maioria dos xamãs geralmente tem algum tipo de experiência de quase morte que lhes permite transcender e ver universo paralelo. E eu nunca tive nada disso, mas eu sou altamente sensível a espíritos que permanecem por aí, a qualquer momento eu viajo e viajo muito, especialmente sempre viajo para a Inglaterra, que é particularmente assombrada. Por alguma razão eu sei instantaneamente quando vou a um hotel e se tem espíritos ou vários deles lá, então eu sou um pé no saco quando viajo, porque eu vou para uma sala e eles tentam me dar o melhor quarto que eles possuem. Mas isso não soa nada bem e nós vamos ter que passar por todos os quartos disponíveis no hotel, antes de encontrar um que seja o menos assombrado. Espero que eu não tenha assustado todos, quero dizer, eu acho que sua pergunta original era se eu tinha uma experiência que desencadeou isso, certo? Então, não. Apenas acho que nasci assim, mas acho que também fui criada em um ambiente que estava propenso a se desenvolver.”

Além disso, existe um lugar específico em que você foi e teve o momento mais assombroso de todos?

“Eu poderia lhe dar um dos mais recentes, foi quando eu estava fazendo o meu show para o Travel Channel, sobre controvérsias arqueológicas, quando estávamos visitando Stonehenge [marco histórico na Inglaterra]. Fiquei nesta propriedade que costumava ser uma mansão e eles transformaram em um hotel, é um hotel de cinco estrelas agora e eles me colocaram em seu quarto mais bonito, que era meio afastado, nos arredores do hotel. No momento em que entrei, eu estava lá com minha irmã e meus sobrinhos, eles estavam viajando comigo. Assim que entrei eu falei algo como ‘eu sei que não posso, não posso ficar neste cômodo, existe definitivamente algo aqui’, e minha irmã disse ‘eu vou ficar’ e eu respondi ‘tudo bem, ótimo. Então você fica com este quarto’. E eu pedi que eles me dessem outro, o menor quarto que tivessem, onde eu pudesse ver todos os cantos, onde eu pudesse ver tudo através da minha cama. Eu não queria algo espaçoso, eu pedi que me dessem um quarto minúsculo, um banheiro minúsculo. Era isso que eu queria encontrar, e eles acharam, eu me senti melhor lá, mas ainda sentia algo sobre aquele lugar que eu sabia que estava fora do meu alcance e, geralmente havia muita atividade espiritual lá, espíritos presos. Eu digo, não importa o quão nova seja uma coisa ou se ela foi reformada, ela sempre permanece, pelo menos parcialmente, em ruínas, deterioração, de alguma forma, se você prestar atenção aos detalhes, como os cantos das tábuas de piso e coisas assim, sempre existirá algo de errado, mesmo que tenha sido refeita recentemente. Então eu sabia que algo estava errado e eu estava dizendo a todos da equipe que eu estava tipo, ‘olha eu tenho uma espécie de interruptor’ e eles ‘relaxe, vamos encarar como férias’ e eu respondi algo como ‘Ótimo. Me coloquem lá, eu não quero estar aqui, eu tenho que me mudar de quarto’.  Acabei me deslocando para outra cidade, era um lugar diferente, não era a melhor experiência, mas depois que eu deixei esse hotel, um dos produtores, que é muito analítico, que fala sobre ‘córtex pré-frontal conhece a atividade cerebral límbica’, que ele só acredita no que pode ser visto e provado, ele ficou no meu quarto e teve uma experiência insana. Ele estava tentando tirar uma soneca e algo estava segurando ele na cama e ele não conseguia se libertar, até que ele foi capaz de finalmente gritar. Sabe, gritar para parar esse sentimento que parece que você está paralisado, ele gritou o suficiente e conseguiu se soltar. Ele saiu do quarto e foi falar com os outros produtores e disse a eles para não comentarem nada comigo, então todos eles concordaram em não me dizer nada, porque eles não queriam que eu soubesse que estava certa, pois estavam zombando de mim, por eu ter que mudar de quarto porque eu pensei que o hotel era assombrado. Eles fizeram pesquisas e descobriam que o hotel havia sido construído acima de um dos maiores túmulos de todos os tempos na Inglaterra. Então havia dezenas de corpos enterrados ali, centenas e centenas de corpos enterrados naquela propriedade. Então era muito, muito assombrado, e eu não vi ou ouvi nada, era mais como se minha vitalidade fosse drenada, minha força vital fosse drenada, e eu comecei a me sentir realmente doente, deprimida, foi neste momento que senti que meus sentimentos não eram meus, que algo estava tentando me usar como canal para conversar ou tomar minha energia por si só. Foi aí que senti que tinha que conseguir outro lugar.”

Então Megan, estou curioso, você já sentiu a presença de bons espíritos ou algo pacífico?

“Sim, definitivamente. Alugamos uma casa recentemente em Malibu. Na verdade a família que morava lá nos informou que o pai deles havia falecido com apenas 50 anos, de câncer colorretal. Ele ainda estava muito ativo naquela casa e ele fazia coisas como se ainda estivesse lá e quisesse se comunicar muito com a minha mãe, por algum motivo, quando ela nos visitava. Mas ele também fazia coisas, eu tenho um Rottweiler e Rowdy ficou doente durante a noite. Ele não se transformou no espírito desordenado, mas sim num espírito fantasma. O alarme de incêndio tocava apenas no quarto principal e apenas por alguns segundos, para acordar todos. Brian e eu levantamos para que pudéssemos verificar a casa e depois vimos que Rowdy estava prestes a ficar doente e então pudemos levar ele para fora e ajudá-lo. Coisas assim sabe, ele fazia isso o tempo todo. Ele me acordou uma vez sussurrando no meu ouvido para ir verificar o fogão, ‘vá verificar o fogão, vá verificar o fogão’, a boca estava acesa. Então ele fazia coisas assim para nos proteger e nos vigiar.”

Fale um pouco sobre essa ideia de ter feito ‘Legends Of The Lost’, esse show fantástico. Eu sei que você é uma grande fã de ‘Ancient Aliens‘ (Alienígenas do Passado) e todas essas coisas.

“Sim. ‘Ancient Aliens’ é talvez o meu show favorito. Eu não assisto muita TV, mas é o meu programa favorito durante esse tempo todo. Definitivamente é o que provocou toda a ideia de fazer isso, porque comecei a assistir faz muito tempo. Foi a primeira vez que realmente comecei a me questionar por tudo o que tinha feito e aprendido e foi na mesma época em que filmei no Egito [ela se refere ao filme Transformers]. Foi oferecido um tour privado nas Pirâmides e haviam divulgando algumas informações para mim, isso provavelmente não deveria se repetir, mas essencialmente me disseram ‘Ei, o que afirmamos saber não é o que de fato sabemos’. Realmente nós pensamos que talvez isso seja outra coisa, e isso foi meio que acontecendo ao mesmo tempo, e a informação dada me fez pensar algo como ‘meu deus, nós mentimos sobre isso por tanto tempo! O que é tudo isso?’. Então eu amo arqueologia e eu amo antropologia, essas coisas são muito interessantes para mim. Se eu estivesse viva nos anos 30, acho que teria sido antropóloga e teria morado em alguma tribo na América do Sul, em algum lugar como esse e aprenderia sobre sua cultura. Eu faria uma jornada e faria tudo. Eu adoraria fazer isso, mas acho que o que mais amo é a ideia de usar algo como arqueologia para responder questões da humanidade, suas origens, pois essa é uma pergunta que quero de alguma forma resolver ou saber responder. Apesar de parecer algo muito pesado nesta vida, penso que estamos nos aproximando desse tempo na evolução humana, onde estamos prontos para um nível diferente de consciência e estamos prontos para saber um pouco disso, dessas informações que foram perdidas ao londo dos séculos. Inicialmente este show tinha sido vendido para um serviço de Streaming, mas ao entrar em pré-produção acabou sendo morto, porque eles receberam um novo chefe e o script não foi aceito. Inicialmente eu pensava sobre a Arca da Aliança, eu acho que era real, eu sei que existiu e que algum ser humano teve a chance e a permissão para vê-la. E eu sentia que tinha sido escolhida também, porém essa ideia acabou sendo enterrada. Claro que as pessoas provavelmente não sabem como isso funciona nos bastidores, têm executivos da rede que entram e saem com frequência e eles sempre querem algo diferente, é como ‘agora queremos algo sobrenatural ou agora queremos algo baseado na ciência’ e, eventualmente o show acabou sofrendo modificações onde já havia sido estabelecido, e nós já estávamos dizendo tipo, ‘Tudo bem. Onde vamos fazer o show? Em que lugares? Vamos focar em tópicos que estão bombando na arqueologia?”, porque havia coisas que pensávamos que já tinham sido resolvidas ou pensávamos que sabíamos o suficiente sobre isso, mas agora eles estão começando a desvendar mais coisas sobre isso e questionando o que sempre pensávamos que sabíamos. Parecia algo feliz, porque a maioria das pessoas obviamente tinha medo de entregar mais de 500 mil por episódio para eu ir a África e tentar “caçar” a Arca da Aliança, o que é compreensível. Mas esse foi o meu primeiro sonho e eu não desisto desse sonho, eu acho que existe algo lá e que devo fazer isso. Particularmente as pessoas não sabem e eu gostaria que soubessem que existe um grupo de monges em Aksum, Etiópia que afirmam ter visto a Arca da Aliança por muitos e muitos anos. Supostamente esteja na África e eles abrigam em uma igreja, porém esses caras ficam muito doentes quando você os visita, e não deixam você entrar, eles vão até os portões e se você é ocidental, vão pedir remédio, porque estão adquirindo uma catarata. Alguns deles morreram por exposição à radiação e estão implorando por remédios e  alguns dirão que é por causa da Arca. Então quem sabe o que realmente está lá? Mas parece que eles têm algo que, você sabe, nunca deixariam ver. Mas acho que eu conseguiria, pois olhariam nos meus olhos e viriam que eu sou essa alma, eu sou essa pessoa escolhida. Isso significa que seria trazido à luz por algum motivo, porque há algo que existe lá, algum tipo de tecnologia que eles possuem. Por que essas pessoas seriam expostas à radiação no meio da Etiópia? Não faz sentido. Essa é uma história interessante, independentemente de terminar ou não. Eu só acho que é uma história que deveria ser contada porque a maioria das pessoas não sabem disso e é algo fascinante que está acontecendo.”

A propósito, você já viajou para Chichén Itzá no México ou Tikal na Guatemala para conhecer essas pirâmides?

“Não, eu nunca estive lá. Eu quero conhecer, absolutamente isso está na minha lista. Nós fizemos apenas quatro episódios para ver se daria certo. Mas quero fazer em mais lugares como esses, quero poder explorar esses lugares, não quero com o mesmo sentido de ‘Ancient Alies’, mas eu não quero que ele seja fixado na arqueologia tradicional, porque essa ideia é vendida para todo mundo e não está abrangendo o que realmente está acontecendo lá. Quero ir para lá, porém quero explorar isso do meu jeito. Estamos trabalhando nisso agora e tentando descobrir como eu posso fazer isso.

Estou fascinado por essas pirâmides. Veja se existe alguma conexão com todas as três. Especialmente sobre os rostos em Marte. Estou fascinado, será que existe uma conexão entre isso e a terra?

“Isso é difícil, porque assim como todos nós podemos olhar para as nuvens e ver diferentes formas ou formações, quando olhamos para elas argumentamos de que sim, era uma imagem, mas devemos levar em consideração a luz, sombras e a qualidade do brilho da foto. Sobre os rostos em Marte, pode ser que sim. Sobre as pirâmides, veja eu sou a primeira a dizer que sim, mas ainda não posso me aprofundar, simplesmente não existe evidências suficientes lá. No entanto, vou te dizer que as pessoas na qual conversei, trabalhavam na NASA, e parte destas pessoas são arqueólogas também. Conversei com elas por fora das câmeras e estavam felizes em falar sobre o fato de que definitivamente acreditam na vida extraterrestre, algumas delas afirmam ter interagido com eles, então eu acredito, mas agora não existe o suficiente, não existe nada para analisar.”

Vamos voltar ao assunto sobre ‘Jennifer’s Body’ (Garota Infernal). A propósito isso é incrível, meu Deus. É realmente incrível. Na verdade você é incrível.

“Obrigada”.

Antes de seguirmos em frente, qual foi a revelação mais fascinante para você, durante os mistérios que investigou em “Legends Of The Lost”? Existe algo em particular que você descobriu que era como ‘Oh, meu Deus!’, algo realmente incrível?

“Nessas viagens, acho que Stonehenge, as paisagens. Eu interagi com as pedras. Senti energeticamente uma grande mudança ao interagir com elas. Não é como se houvesse uma grande revelação, exceto que eu pude sentir que estive ali por tanto tempo sabe?! Eu realmente senti isso. Definitivamente algo tangível aconteceu e naquele episódio fomos até um neurologista, acho que essa é a categoria certa, e ele mandou que batêssemos nessas pedras, fizemos alguns sons musicais para ver se aqueles sons mudariam minhas atividades cerebrais. Ele estava certo e jogou alguma outra frequência, algo em 110 hertz. Para quem não sabe, aumenta as ondas cerebrais. Fizemos esse experimento e ele estava muito surpreso com o retorno, porque ninguém nunca fez isso antes e isso mudou meu cérebro, mais do que qualquer outra frequência. Criaram mais ondas alfa do que criaram mais ondas cerebrais, basicamente me colocaram em transe e existia algo lá que eu sabia. Havia algo, mas era uma capacidade de ser capaz de realmente ir experimentar. E eu mesma provei para alguém que era definitivamente cético, que é sempre divertido ser alguém excêntrico e lunático. Então essas pessoas viram, eles tinham que ver, eu não sei como ou por qual razão, mas algo estava acontecendo lá, não posso explicar, é preciso mais pesquisa. Mas foi algo superdivertido de poder experimentar.”

Uau, isso é ótimo, é ótimo. Tudo bem, de volta então à ‘Jennifer’s Body’ (Garota Infernal). Poderia falar como foi obter o script original de Diablo? Como foi para você trabalhar nesse projeto?

“Isso faz tanto tempo. Minha memória não é tão clara e eu tive três filhos até então.”

Eu te disse que tenho quatro, certo?

“Sim, então você me entende. O meu cérebro mudou, não reteve todas essas lembranças, é como se eu não precisasse de todas elas. Mas lembro de ter recebido uma ligação e meu agente disse, ‘Você sabe que existe uma oportunidade de estar neste filme da Diablo Cody? Ela escreveu Juno, no qual você esteve na estreia‘. Acho que eu estava vestindo uma camiseta do Motley Crue, não me lembro o que era aquilo, não lembro o que estava vestindo. Eu me encontrei com Karyn [Kusama] e lembro de ler sobre. Eu tinha 22 anos na época em que estávamos filmando. Eu não recebia mensagens subliminares, mas algumas das mensagens devem ter sido perdidas. Mesmo nessa idade, ressoou algo em um nível profundo, particular, a cena na qual Jennifer está sendo sacrificada pelos meninos da banda [Low Shoulder]. Essa foi uma cena intensa, e quando eu comecei a filmar, algo saiu de mim, mais do que o esperado e acho que Karyn se surpreendeu um pouco, porque acho que era mais do que ela estava pronta para receber naquele momento da minha vida esse tipo de experiência. Eu era uma garota e senti que era isso que esse estúdio de cinema estava disposto a fazer comigo, para conseguir o filme que precisavam fazer ao receber o dinheiro que estavam ganhando. Não se importavam como eu precisava estar, com o meu sacrifício na filmagem, não se preocupavam com o meu físico e mental. O meu bem-estar nem era um pensamento, era uma piada e, por isso, estavam dispostos a me estriparem se tivessem que fazer para obter o produto final de que precisavam. Essa foi uma experiência muito poderosa para mim e, portanto, acho que talvez não estivesse na frente da minha capacidade mental, porque eu era muito jovem na época, eu não era tão introspectiva e não estava analisando as coisas do jeito que estou agora, mas acho que apenas ressoou porque parecia um paralelo entre um momento da vida que eu estava vivendo naquele instante e então eu fui atraída por isso. Por essa razão, quero dizer, acho que era algo além da lógica e da razão, honestamente.”

Nesta cena, na qual você está falando, ela faz todo o sentido porque você teve a vulnerabilidade que sua personagem exibe em particular. É uma polaridade entre essa banda fazendo uma piada, fora isso, então temos aquela horrível vitimização da personagem que provou uma enorme transformação, onde a vingança de Jennifer é livre. E foi uma experiência realmente catártica para você também, eu imagino que foi algo catártico.

“Existe algo libertador em interpretar uma personagem como essa, onde você começa a abraçar completamente sua sombra, onde você conhece tudo isso, os aspectos de si mesmo, no qual afastamos porque sentimos vergonha, ou nos sentimos culpados por eles, ou sentimos que não deveríamos ter esses pensamentos, ou simplesmente não deveríamos ter esses sentimentos. Somos pessoas boas. Fui criada de forma religiosa no sul, e a negatividade e a culpa que você carrega apenas por ter um corpo feminino, em primeiro lugar, seja a ambivalência de expô-lo de uma maneira agradável que você sente em torno da sexualidade tendo sido criada super religiosamente, a culpa e a pena que você carrega também poder incorpora a antítese de tudo o que foi criado para ser realmente libertador. Eu tenho uma inclinação para isso bem complicada. Mas eu me diverti muito fazendo isso porque era tudo, toda a repressão da minha infância. Fui capaz de estripar como um lobisomem, e rasgar minha pele. Então sim, catártico é a palavra perfeita. Foi uma experiência muito catártica para muitos, em razões de vários níveis que foram proibidos, eu estava me libertando através de coisas da minha infância, para coisas que eu estava experimentando naquele momento.”

Uma das coisas que ‘Jennifer’s Body’ (Garota Infernal) conseguiu capturar, foi a essência feminina do ensino médio. Experimentar a insanidade emocional da tão complexa adolescência, amizades e experiências adolescentes completas que nunca foram vista em um filme de terror. Você pode falar um pouco sobre como foi esse reflexo trazido pelo filme?

“Quero dizer que Diablo é brilhante e é isso que ela é. Ela é tão boa em fazer o que faz. Mas acho que quero dizer que não sei, sinto vontade de fazer filmes dos anos 80, havia alguns filmes bons que representavam a experiência do ensino médio, por exemplo ‘Heathers‘ (em português, Atração Mortal) [risos]. Quero dizer que isso não era literal por eu estar comendo meninos, mas foi bom, foi uma exploração bastante corajosa do que eu disse e fiz. Existe muito mais a ser dito sobre a relação entre adolescentes no ensino médio. No ensino médio o relacionamento que eles tem entre si e com eles mesmo e com seus pais é tão complicado e tão vampírico de várias maneiras, porque somos criados para ser competitivos, certo? Então a única coisa que importa e vale a pena é se você dá o seu melhor, mas a única maneira de ser o melhor é se você destruir o resto dos colegas e esse tipo de coisa subliminar que toca no fundo da nossa mente quando somos adolescente. É como lutar ou fugir, é uma sobrevivência. As meninas estão sempre tentando se machucar, mesmo aquelas que se amam. É um ciúmes sinistro que pode ficar intenso, para não dizer o mínimo, então eu acho que existe mais histórias a serem contadas sobre isso, mas acho que isso trouxe um trabalho incrível ao tentar contar essa história e especialmente em um momento em que essas histórias não eram realmente ditas.”

Eu amo essa primeira cena, depois que você desaparece na van e aparece no meio da noite na casa, carente e ao mesmo tempo aterrorizante. Foi um desempenho magistral realizado por você, porque você mantém esse mistério que não é revelado ao público até mais tarde no filme. O que aconteceu para ser capaz de realizar isso?

“Não sei como. Não é como se eu fosse um método usado por nós atores, mas eu posso explicar todas as técnicas de atuação em nível intelectual que eu fiz para conseguir isso, contudo acho que era apenas o que eu estava ressoando por ser muito sensível e permeável. Desta forma, as energias podem me penetrar facilmente. Acho que em certos momentos, se não durante toda a filmagem que fiz dentro e fora da câmera, eu estava ressoando uma energia que identifico e penso ser como algo da personagem Lilith, na qual eles citam no folclore. Não sei se você está familiarizado, mas Lilith é contada no misticismo judaico, ela era esposa de Adão e foi criada a partir da poeira, então ela e Adão eram iguais, até que ela se recusou a se submeter sexualmente a Adão ou de qualquer outra maneira. Adão ficou furioso e ele foi falar com Deus e se queixou, disse algo como, ‘você sabe que no reino animal todas as fêmeas se submetem ao macho. Lilith não está fazendo isso. Isso não é justo, não é o que eu quero’, e Deus concordou com Adão, então foi lá e fez outra, ele tirou a costela de Adão e ele fez alguém subserviente, a dona da casa dos anos 50. Lilith então foi banida e ela se tornou basicamente um demônio, uma Banshee. Citada no Folclore, ela caça homens piedosos e santos, ela seduz e os devora. Devora seus bebês recém-nascidos. Então, essa é a lenda da Lilith e eu acho que estava deixando esse arquétipo me penetrar [risos]. Não existia um ritmo ou razão, eu não estava organizando meus pensamento, eu não tinha uma disciplina específica, era apenas deixar que a liberdade tomasse sentido de várias maneiras. Eu não estava agindo de forma genuína, eu estava apenas sentindo de forma real. Isso é tudo o que posso dizer sobre essa cena que apareci e me permiti ser vulnerável. Permiti que essas energias penetrassem.”

E você vomitou muito, era algo preto, uma loucura, você espalhou por todo o lugar.

“Engraçado é que eu nem fiz tanto trabalho. Os efeitos especiais funcionaram. Eu não me lembro especificamente, mas acho que eles fizeram assim, bem essa é a memória que eu tenho e espero que esteja correta, é que eles colocaram um sangue falso na minha boca e fizeram o vômito se tornar real, foi como um truque da velha escola, eles colocaram um tubo, colaram ao lado da minha boca, onde a câmera não pudesse pegar.”

Era uma cena no estilo ‘The Exorcist’ (O Exorcista).

“Exato, a mesma coisa. Menos que eu esteja inventando isso, mas eu acho que é isso sim. Pelo menos é o que consigo lembrar. Tenho certeza que alguém de vocês deve saber. Na verdade, obviamente, o vômito foi projetado, nada além disso. Mas a pobre Amanda [Seyfried] teve que sentar lá e, você sabe, teve que cobrir essa cena, algo mais difícil no meu ponto de vista.”

Este filme tinha tantos adereços incríveis e nós amamos. Você guardou algo deste filme?

“Sobre os estúdios, eles não gostam quando você pega alguma coisa, então para pegar algo você tem que roubar e por esse motivo eu não roubei. Eu deveria ter alguma coisa deste filme, mas eu não sei o que eu faria com isso, algo diferente para o meu guarda-roupa? O que eu poderia levar?”

Alguma caixa, o colar de Melhores Amigas…

“Sim, mas isso não me ocorreu, uma pena. Eu adoraria ter algo agora, mas eu nem sequer pensei. Não pensei em levar algo para casa. Eu gostaria de ter algo engraçado sim.”

Alguns fãs do filme localizaram um dos seus vestidos de baile. Algo demoníaco usado na cena de luta que ocorreu na piscina. Foi muito danificado pela água, mas ainda sobreviveu. Acharam outros itens também, como a roupa de líder de torcida, uma jaqueta do Letterman, eu acho.

“Quando você olha sob o olhar de um ator e você está fazendo o filme, não importa, mesmo quando você está fazendo um filme em que o orçamento é dois ou cem milhões de dólares, nunca parece que você está fazendo algo que vai viver para sempre e por isso não entrou na minha cabeça como eu deveria pegar alguma coisa, não é uma memória que quero segurar. Eu também não tenho nenhum material da Mikaela [Banes] em ‘Transformers’.”

Então fale sobre o filme ser redescoberto de repente. Tem sido publicado vários artigos sobre, e aparecem pessoas comentando ‘Ei, todo mundo perdeu esse filme ou não deu a atenção da qual ele merecia’.

“Acho que faltou comercialização no momento. Eu odeio culpar alguém por algo que não está funcionando. Algumas pessoas achavam que era uma comédia, acho que foi feita uma comercialização como uma espécie de filme de terror sexy. O marketing estava focado nesse tipo de imagem pin-up que haviam projetado em mim devido ao filme ‘Transformers’, ao invés de se concentrar na substância real do filme e as performances. Então acho que infelizmente ocorreu isso entre as pessoas, algumas assistiam e não entendiam o que estava assistindo. Acho que estava tão à frente do seu tempo e agora, obviamente, a consciência mudou, as pessoas entenderam mais e pensaram mais profundamente sobre esse tópico e este alinhamento, de como aconteceu o Movimento Me Too, a remuneração igual… Todas essas coisas que estão acontecendo agora, onde estamos tendo essas conversas sobre como pensamos enquanto mulheres, como tratamos as mulheres, como as mulheres estão sendo tratadas, como estão sendo condicionadas… Essas são todas as conversas que simplesmente não estavam sendo realizadas, pelo menos não em 2009. Definitivamente isso não estava nos filmes, então eu acho que foi uma combinação de coisas pelas quais se perdeu, mas ao longo do tempo cresceu, e segue crescendo anualmente.

No Halloween eu vejo mais e mais pessoas vestidas como Jennifer quando eu saio. É divertido e meus filhos vão ver agora, meu filho mais velho está fazendo 7 anos, então ele está começando a perceber essa relação. Está sendo divertido. É divertido ter feito parte de algo que tão especial. Eu lembro quando assisti o filme e eu dizia para mim mesma ‘Foda-se, este é um ótimo filme’, então eu fiquei surpresa ao saber que estavam revendo, porque Diablo estava me ligando. Estou feliz que as pessoas estão voltando a assisti-lo. Ele está crescendo, está sendo bem sucedido.”

Este filme chegará no Beyonde Fest, aqui em Los Angeles, no final de setembro. 30 de setembro. Você está se preparando?

“Sim. Eu e Diablo estaremos nos entrevistando no Entertainment Tonight hoje à noite. Vamos ver como vai ser.”

Como um fã, gostaria de saber se a história, de alguma forma, terá uma sequência, uma série de TV, agora que conquistou a atenção.

“No plano realmente teria um ‘Jennifer’s Body’, e seria filmado em Los Angeles. Mas eu estava trabalhando no momento, não sei exatamente o que aconteceu. Então vamos ver, quero dizer, definitivamente poderia se transformar em algum tipo de programa de Streaming, quem sabe agora. Tudo pode voltar. Quero dizer, Brian acabou de filmar ‘BH90210‘ e vai ao ar toda quarta-feira. 20 anos depois o show voltou. Então, quem sabe.”

Então quando ver a Diablo, diga que queremos uma sequência. Bem, estou curioso, qual foi a sua cena favorita do filme?

“A mais divertida? Eu diria que provavelmente foi a cena da piscina, após a cena do baile, porque realmente amei e foi uma situação interessante para mim. Eu sou germofóbica e então tenho TOC e, obviamente, são problemas de controle, trata-se de controlar seu ambiente e ao ser forçada a fazer algo, o meu controle cai para zero, foi como uma terapia de exposição e acabou sendo muito divertido para mim. Fui jogada naquela piscina nojenta, com um vestido de baile… acho que filmamos por dois ou três dias e parecia eu estava liberta disso por um minuto e isso se tornou muito divertido. Foi legal poder gritar também. Acho que foi divertido também a cena onde eu mato – eu sempre esqueço o personagem, o nome do garoto que eu matei na casa. Lembro que marquei encontro com ele, um garoto emo -, gostei de filmar essa cena, Jennifer se curva e bebe o sangue direto do cadáver. Eles tiveram que fazer um corpo falso, com carne e tudo, encheram o estômago com sangue falso, que era xarope de milho puro. É tão nojento e eu sou tão holística, tudo foi pulverizado com pesticidas. Eu tive que tomar o xarope, foi algo perturbador e irritante de se fazer, fizemos oito tomadas. No final eu comecei a rir, porque era o que eu deveria fazer ao terminar. Foi muito divertido, ao mesmo tempo foi tão horrível.”

Estamos ficando sem tempo. Megan obrigada por se juntar a nós. Sério, muito obrigada por dedicar seu tempo hoje.

“Obrigada, vocês são incríveis.”

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